Os perigos da obediência – Stanley Milgram

Um dos primeiros voluntários do experimento de Milgram

O experimento do psicólogo Stanley Milgram realizado em 1961, causou polêmica e trouxe um alerta: maldades não necessitam de demônios…o psicólogo afirmou:
“A obediência consiste em que a pessoa passa a se ver como instrumento para realizar os desejos de outra e, portanto, não mais se considera responsável por seus atos. Uma vez ocorrida essa mudança essencial de ponto de vista, seguem-se todas as consequências da obediência”.

Pessoas comuns em atos atrozes: experimento de Milgram faz 50 anos


Capinaremos

Leia mais sobre a experiência aqui:Os Perigos da Obediência

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O quanto você influencia as pessoas?

O quanto você influencia as pessoas?Nesse link da revista Super Interessante você encontra um teste para mensurar sua capacidade de convencer pessoas, talento altamente recomendado, já que desde a escolha de um sabor de sorvete até a decisão de uma sociedade empresarial, ter o dom da persuasão é essencial.

Te influenciei a fazer o teste?

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P.S.: Em breve esse tópico será retomado com muitas informações valiosas.

😉

 

Olho no lance: Bullying altera a química do cérebro e leva à ansiedade

Chegamos a mais uma final de campeonato, e não foi dessa vez que o Corinthians, o campeão dos Paulistões, levou o caneco pela 27ª vez…

Mas o que isso tem a ver com bullying?

Os corinthianos sabem do que estou falando…são alvos de bullying (até o tálamo) há anos pelas torcidas rivais, ao lado dos flamenguistas, claro…

Mas ambos não estão sozinhos, não posso deixar de citar que os são-paulinos, chamados também de bambis, também passam por isso frequentemente.

E aproveitando a ocasião, segue uma notícia que saiu há um mês atrás no site Science Daily. A publicação original pode ser vista aqui.

Este estudo revelou que o bullying é capaz de alterar os sistemas neuroendócrinos e conduzir à mudanças no comportamento social. A equipe de pesquisadores da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos descobriu que ratos que foram intimidados constantemente por machos dominantes cresceram extraordinariamente nervosos em torno de novas companhias, e que a mudança no comportamento foi acompanhada por aumento da sensibilidade à vasopressina, um hormônio envolvido em uma variedade de comportamentos sociais. Estes achados sugerem como o bullying pode contribuir, a longo prazo, para ansiedade social em um nível molecular.

“Nós descobrimos que o estresse social crônico afeta os sistemas neuroendócrinos que são fundamentais para adaptação dos comportamentos sociais humanos, como os comportamentos monogâmico e parental”, disse o pesquisador Yoav Litvin. “Mudanças nos componentes destes sistemas têm sido implicadas em distúrbios como fobia social, depressão, esquizofrenia e autismo.”

Estudos com ratos

Litvin e seus colegas configuraram um cenário no qual um rato jovem foi colocado em uma gaiola com uma série de ratos maiores e mais velhos – um rato diferente a cada dez dias. Os ratos, em função do território, entram em combate e o rato menor invariavelmente perde. Após a batalha de dez minutos, os ratos foram separados na mesma gaiola por uma divisória que os mantém fisicamente separados, mas permite que um veja o outro, cheire e ouça, uma experiência estressante para o perdedor.

Dado um dia para descansar, os ratos em teste foram então colocados na companhia de ratos do mesmo tamanho e idade que não estavam sendo testados. A maior mudança de comportamento foi que os ratos traumatizados foram mais relutantes em se socializar com outros ratos, preferindo manter a sua distância em relação aos seus homólogos comparados com os ratos que não sofreram bullying. Os ratos que tinham perdido suas batalhas eram igualmente mais prováveis de a apresentarem freezing (congelamento) por longos períodos de tempo e exibirem frequentemente comportamentos de “avaliação de risco” em relação a seus novos companheiros de gaiola. Tais comportamentos compõem o repertório de defesa do animal, e têm se mostrado índices valiosos de medição do medo e da ansiedade em seres humanos.

Os pesquisadores também deram a um grupo de ratos uma droga que bloqueou os receptores do hormônio antidiurético, que limitou parcialmente alguns dos comportamentos de ansiedade em ratos intimidados. A equipe examinou então os cérebros dos ratos, especialmente o prosencéfalo conhecido por ser associado a emoção e ao comportamento social. Eles descobriram que a expressão de RNAm para receptores de vasopressina – especificamente V1bRs – aumentou em ratos intimidados, tornando-os mais sensíveis ao hormônio, que é encontrado em altos níveis em ratos com alta ansiedade inata. Em humanos, o hormônio está associado a estresse, agressão e ansiedade. O aumento de receptores de vasopressina foi especialmente notável na amígdala.

Por quanto tempo esses efeitos duram e permanecem é uma questão em aberto. Outros estudos descobriram, por exemplo, que o estresse crônico pode prejudicar as funções cognitivas em roedores e nas pessoas, mas que seus cérebros podem reverter, dado o tempo para se recuperar. Litvin acredita que seu estudo sugere que as vítimas de bullying podem ter dificuldade em formar novos relacionamentos, e identifica o papel para um possível receptor da vasopressina específico.

“A identificação dos sistemas neuroendócrinos do cérebro que são afetados pelo estresse abre portas para possíveis intervenções farmacológicas”, disse Litvin. “Além disso, estudos têm mostrado que a formação e manutenção de relacionamentos sociais positivos podem curar alguns dos danos do bullying. Estes sistemas dinâmicos neuroendócrinos podem estar envolvidos.”

@larissaomfaria

Cérebro fica mais ativo em interações com pessoas do mesmo status social

Nosso cérebro tende a ficar mais ativo quando nos relacionamos com pessoas que julgamos pertencer a um nível socioeconômico semelhante ao nosso, dizem especialistas do Instituto Nacional de Saúde Mental, nos Estados Unidos.

Os especialistas dizem que este comportamento é determinado pela percepção que as pessoas têm das outras à sua volta. Seu trabalho foi publicado na revista científica Current Biology.

Estudos anteriores já haviam constatado que macacos se comportam desta forma, mudando seu comportamento em interações com outros macacos de acordo com sua percepção da posição do outro animal no grupo.

Como parte do experimento, 23 pessoas com diferentes níveis sociais receberam informações sobre outros indivíduos também com status sociais variados.
A equipe usou exames de ressonância magnética para medir a atividade na região do cérebro conhecida como striatum ventral, associada à sensação de prazer.

Os cérebros dos participantes que achavam ser de status social e econômico mais alto apresentaram maior atividade em relação a outros indivíduos tidos como do mesmo nível. Cérebros de voluntários com status mais baixo ficaram mais ativos em resposta a indivíduos percebidos como de status semelhante.

“A forma como interagimos e nos comportamos em relação às pessoas que nos cercam é determinada, com frequência, pelo seu status social em relação ao nosso”, disse a responsável pelo estudo, Caroline Zink.

“Portanto, informações sobre status social são muito importantes para nós”.

A especialista acrescentou que status socioeconômico não se baseia somente em dinheiro, mas pode também incluir fatores como habilidades, proezas e hábitos.

Comentando o estudo, a psicóloga Jane McCartney, membro da British Psychological Society, disse:

“As primeiras avaliações (que fazemos do outro) são muito importantes para todos, porque estão associadas a status, aparência e dinheiro”.

“Trata-se de decidir se esta pessoa é do mesmo status e o que você precisa fazer para assegurar que ela sabe que você é de um nível igual”, disse McCartney.

Segundo a psicóloga, a avaliação também tenta determinar que papel a outra pessoa pode ter na sua vida.

Fonte: BBC Brasil

@larissaomfaria

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"Um simples cérebro, sendo bem mais longo do que o céu, pode acomodar confortavelmente o intelecto de um homem de bem e o resto do mundo, lado a lado." Emily Dickinson
"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos." Nelson Rodrigues
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