Música e inteligência

Estudos mostram que a música tem um forte efeito sobre os níveis de humor e emoções, e também a forma como pensamos e a inteligência de maneira geral.

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Daqui

Thanks Allison
@giselecgs

Uma ode ao cérebro

Via Psicológico

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Festa estranha com gente esquista…

“Ser normal é a meta dos fracassados.”
Carl Jung

A imagem é daqui

@giselecgs

Eduardo e Mônica

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@giselecgs

Neurociência do amor – Os Mutantes

Nem começou e já quer recomeçar
Precisa andar antes de querer parar
Dar corda a discórdia só pra dar o que falar
Deixar calejar sem medo de amar
Caminhos sem trilhos não tem onde apontar
Então por que perder tempo em planejar?
Se a única escolha tende a deixar rolar
Melhor é correr ao invés andar
Xistocarpo é fátuo, de fato queima a alma
I’m dancing the music of life, come with me now
I am singing the music of life, sing with me now
Let us sing to the rainbow of love all together
Yes, singing the music of life, we are all one… yeah!
Sentimento sagaz afeta sem perguntar
Quer ir devagar, mas só quer acelerar
Explode e implode numa dança lunar
É a ponta da agulha, a pequena fagulha, maçã proibida
Labirinto, emboscada, escalada sem escada
I’m dancing the music of life, come with me now
I am singing the music of life, sing with me now
Let us sing to the rainbow of love all together
Yes, singing the music of life, we are all one
Nefasto, carrasco do casco, a vela sem mastro, uh uh
Grito sem dito, palhaço do mito, um fiasco
(2x)

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@giselecgs

Música e anatomia

@giselecgs

Alucinações musicais: relatos sobre a Música e o Cérebro – Oliver Sacks

A música tem o poder de nos transportar para as “alturas” e/ou para as “profundidades” da emoção. Seu poder é eficaz em relembrar nosso
primeiro encontro amoroso, em nos persuadir a comprar, em nos tornar alegres ou tristes, em nos oferecer prazer e paz. Mas esse poder vai muito mais além: na verdade, a música, dependendo da situação e da condição do ouvinte, pode representar momentos quase insuportáveis de irritação e tortura, provocar convulsões, como no caso de um paciente epilético do autor que tem convulsões quando ouve qualquer tipo de música e, por esta razão, anda com tampões de ouvido na cidade de Nova York. Mas a música também pode provocar o efeito contrário do alívio para o sintoma de certas doenças neurológicas. São essas relações intrigantes do homem com a música, a maioria relacionada a alterações perceptivas e neurológicas, que são apresentadas na obra de Oliver Sacks, neurologista reconhecido internacionalmente, traduzido para o português brasileiro por Laura Teixeira Motta, sob o título “Alucinações musicais: relatos sobre a música e o cérebro”, do original em língua inglesa, “Musicophilia: Tales of Music and the Brain”. Obra lançada em outubro de 2007, pela Companhia da Letras em São Paulo, oferece ao leitor uma coletânea de casos clínicos comentados pelo Dr. Oliver, que se apresenta à literatura, com seu próprio gênero literário, oferecendo um material com as suas digitais. Seguindo seu toque distinto, ele escreve não apenas como médico e cientista, mas também como um humanista com tendências filosóficas. Neste sentido, ele é capaz de equalizar e conjugar duas áreas do conhecimento: neurociência médica e arte musical, passeando pelos mistérios do cérebro humano e pela profundidade e complexidade da música.

Sem dúvida, àqueles que apreciam os escritos de Sacks encontrarão, nesta obra, narrativas peculiares deste autor que continua um participante ativo em suas histórias clínicas; aqui ele mistura as experiências de seus pacientes com suas próprias experiências. Em um dos capítulos, o autor discute as alucinações musicais, incluindo o caso da própria mãe. Ele também relata seu caso de “amusia” adquirida. Assim, ele consegue a empatia do leitor, ao se revelar do outro lado do texto. Ele divide esta publicação em quatro partes, a saber:

“Perseguidos pela música” – descreve casos de pacientes que reportam que há determinados fragmentos musicais que não saem da sua cabeça. Eles tentam deixar de ouvi-los, mas eles estão lá e eles não sabem o que fazer para se livrar deles; e a música continua tocando, descontrolada e repetitiva, atrapalhando as atividades cotidianas. Há narrações sobre: “musicofilia” obsessiva, que surge abruptamente logo após a um dano cerebral; epilepsia “musicogênica”, onde determinadas músicas frequentemente “disparam” as crises convulsivas; epilepsia musical, onde as músicas fazem parte do conteúdo das convulsões; imagens evocadas pela música e “brainworms” (traduzido como “verme do cérebro”, em linguagem popular: “minhoca na cabeça”, mas aqui, a minhoca está relacionada à música), fragmentos musicais e imagens que continuamente insistem em “povoar” os pensamentos.

“A variação da musicalidade” – traz à tona os talentos e os cérebros musicais discutindo se há diferenças nos cérebros de músicos e não músicos; ouvido absoluto – a capacidade de identificar tonalidades sonoras fora do seu contexto; amusia e desarmonia; o ouvido imperfeito: amusia coclear; a sinestesia e a música.

“Memória, movimento e música” – discorre sobre o efeito da música sobre casos de amnésia retrógrada, memória emocional e preservação da memória musical, lesão cerebral, Parkinson, Tourette, membro fantasma, desordens do movimento – distonia do músico – relacionando a música como forma de tratamento.

“Emoção, identidade e música” – descreve os sonhos musicais, música e drogas psicodélicas, música e depressão, demência e musicoterapia, os aspectos musicais do autismo, emoções e música. Nesta sessão, fica enfatizada a importância da música, mostrando que ela pode se um recurso terapêutico para orientar um paciente quando mais nada é capaz de fazê-lo.

Resumindo, o livro contém 29 capítulos independentes, cada um falando sobre excessos e perdas relacionadas à música. Há relatos de pessoas que tem a capacidade de enxergar cores quando pensam em uma nota musical; de guardar sinfonias inteiras e até um vasto repertorio – os savants; de aprender novas partituras e de tocar e improvisar ao piano mesmo com perda severa de memória; de experimentar uma compulsão irresistível por ouvir música de piano, após ter sido atingido por um raio, e se tornar um pianista, mesmo sem
talento musical e interesse por música; ouvir melodias, mas não distinguir os ritmos; ter alucinações musicais, como reação a uma surdez progressiva. Os poderes terapêuticos da música vêm sendo “namorados” e acumulados pelo autor, ao longo de sua vida profissional. Ele tem presencia do pacientes que reagem bem ao ouvirem música, obtendo conforto para seu sofrimento, quando nenhuma medicação é capaz de fazê-lo. Esse flerte fica oficialmente deflagrado em sua obra “Tempo de despertar”, onde ele descreve os efeitos surpreendentes da música nos seus pacientes. Agora, ele dedica toda a presente obra a este assunto. E, como em obras anteriores, Sacks tenta disponibilizar o mundo da neurologia para os leigos deixando, na medida do possível, a linguagem científica para os trabalhos acadêmicos, usando linguagem leiga para se aproximar do leitor comum. Essa, talvez, seja a tônica de seu sucesso enquanto escritor e divulgador científico.
Porém, conjugar duas áreas do conhecimento em uma só obra, tem seus percalços.

Não é tarefa simples encontrar um leitor com noções mínimas de Neurociências e Música ao mesmo tempo. Assim, apesar da tentativa de tornar o texto científico claro para o leitor leigo, há momentos em que as descrições técnicas podem parecer um tanto cansativa. Ainda assim, é um livro recomendado não somente para leigos, mas para todos aqueles profissionais de saúde e outros profissionais – médicos, psicólogos, musicoterapeutas, pessoas envolvidas com a área das neurociências – que sabem que o organismo humano é sensível à música, e este requisito pode ser usado multidisciplinarmente para fins terapêuticos.

Sem sombra de dúvidas, além de abrangente, o autor conseguiu mostrar que a música é capaz de “descongelar” as avenidas neurológi-
cas devolvendo mobilidade, ritmo, fala e fluência, recobrando lembranças, controlando tiques e impulsos, enfim, devolvendo qualidade de vida.

Benetti, IC. Resenha do livro “Alucinações musicais: relatos sobre a música e o cérebro”. Rev Neurocienc 2009; 17(3): 301-3.

@larissaomfaria

A Música no seu Cérebro: A Ciência de uma Obsessão Humana – Daniel Levitin

“Qual é o papel da música na evolução da espécie humana?”, pergunta o neurocientista Daniel J. Levitin em determinada passagem de seu mais recente livro: ‘A música no seu cérebro: a ciência de uma obsessão humana’ (no original, ‘This Is Your Brain on Music: The Science of a Human Obsession’).

Por que certas músicas grudam como chiclete em nossa cabeça, enquanto outras são esquecidas como jornal de ontem?

De fato, o conteúdo das 364 páginas do livro condiz com o título de Levitin – que, antes de se tornar cientista, trabalhou como músico, engenheiro de som e produtor musical: o cara é obcecado por como a música é produzida, entra nos tímpanos e chega até as células que regulam a emoção no cérebro.

O livro investiga, por exemplo, por que certas músicas grudam como chiclete em nossa cabeça, enquanto outras são esquecidas como o jornal de ontem.

Às vezes, soa como um “à procura da batida perfeita”, porque Levitin tenta destrinchar “agudo/grave”, “o fá sustenido menor op. 66 de Chopin” e “a guitarra de One of these nights, dos Eagles”.

É um detalhamento e uma busca que encontram no funcionamento do cérebro a resposta – a música, para o autor, é praticamente uma necessidade física (tal qual a linguagem), tamanha a sua importância nas nossas vidas.

E daí, há vários detalhamentos científicos, como a explicação minuciosa dos cálculos que nosso lobo frontal faz para dizer: “gostei” ou “não gostei” da canção.

Sobre Beatles, Levitin diz: “Em Lady Madonna, os quatro Beatles cantam com as mãos em forma de concha diante da boca numa pausa instrumental, e nós juramos que estamos ouvindo saxofones, em virtude ao mesmo tempo do timbre diferente que produzem e de nossa expectativa (de cima para baixo) de que faria sentido incluir saxofones numa canção desse tipo.”

A graça da obsessão de Levitin está justamente aqui. Quando ele consegue misturar sua verve científica – que se traduz com o uso de conceitos novos da neurociência, como, por exemplo, neurônios-espelho – com um tratamento pop no conteúdo e na linguagem.

A pergunta inicial de Levitin – “Será que determinadas regiões e caminhos evoluíram em nosso cérebro especificamente para produzir e ouvir música?” – é respondida pela metade na obra. A ciência, segundo o próprio, ainda está caminhando para a solução da questão. O livro é uma tentativa mais consolidada de dizer “sim”, nós fomos feitos para a música, e não a música foi feita para nós.

Fonte: http://resenhasbrasil.blogspot.com

Com certeza uma boa dica para os amantes da música!

@larissaomfaria

Cérebro de músicos é altamente desenvolvido

Nova pesquisa mostra que os cérebros de músicos é altamente desenvolvido, de modo a torná-los mais atentos, interessados em aprender mais, dispostos a ter a mente mais aberta, serem calmos e até mesmo mais brincalhões. As mesmas características foram encontrados anteriormente entre atletas de elite, gestores de nível superior, e indivíduos que praticam meditação transcendental.

O novo estudo foi realizado por Fred Travis, da Universidade Maharishi de Gestão dos EUA, Harung Harald, Oslo University College, na Noruega, e por Lagrosen Yvonne, da Universidade West, na Suécia. Eles relatam o alto desenvolvimento da mente, e parece que isso representa um potencial de base para se tornar realmente bom em alguma coisa. Para visualizar a publicação, clique aqui.

Os pesquisadores analisaram o desenvolvimento cognitivo de músicos de várias maneiras. EEGs revelaram padrões especiais na atividade elétrica cerebral, com atividade bem coordenada dos lobos frontais, sendo estes responsáveis pelas funções superiores do cérebro, tais como o planeamento e o pensamento lógico. Outra característica é que a atividade em uma certa freqüência, denominada ondas alfa, é dominante. As ondas alfa ocorrem quando o cérebro junta detalhes em totalidades. No entanto, uma outra medida de EEG mostra que esses indivíduos com alto desenvolvimento cognitivo utilizam os recursos de seus cérebros de maneira econômica, ou seja, são atentos e prontos para a ação quando ela é funcional para uma determinada situação, mas são relaxados e adotam uma postura de “esperar para ver” quando esta atitude é mais requerida.

Dois questionários também são usados ​​para medir o desenvolvimento da mente. Um é relacionado ao raciocínio moral, e o outro visa avaliar as chamadas experiências de pico, descritas como um nível superior de consciência no qual há sentimentos intensos, como o de transcender limites. Indivíduos com alto desenvolvimento cognitivo, como os músicos, apresentam muitas dessas experiências de pico, e mostraram maior pontuação em ambos os questionários.

Fred Travis enfatiza que tudo o que fazemos muda nosso cérebro. A meditação transcendental e o ato de fazer música são atividades as quais as pessoas deveriam se dedicar se elas desejam mudar sua mente em uma direção certa. “Se você é muito invejoso, bravo ou uma má pessoa e se esta é a maneira como você também enxerga o próximo, isto será reforçado em seu cérebro. Mas se você é expansivo, aberto ou solidária com os outros, haverá conexões diferentes.”, diz o pesquisador.

Fonte: http://www.sciencedaily.com

Artigo original:

Travis F, Harung HS, Lagrosen Y. Moral development, executive functioning, peak experiences and brain patterns in professional and amateur classical musicians: Interpreted in light of a Unified Theory of Performance. Conscious Cogn. Apr 18, 2011.

@larissaomfaria

Amígdala & Jazz

Amígdala detecta espontaneidade no comportamento humano: estudos com músicos de jazz revelam como o cérebro processa improvisações

Um pianista está tocando uma melodia desconhecida livremente, sem ler uma partitura musical. Como o cérebro do ouvinte reconhece se a melodia é improvisada ou memorizada?

Pesquisadores do Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences, em Leipzig, na Alemanha, investigaram músicos de jazz para descobrir quais áreas do cérebro são especialmente sensíveis às características do comportamento improvisado. Entre elas estão a amígdala e uma rede de áreas que se sabe que são envolvidas na simulação mental de comportamento. Além disso, a capacidade de reconhecer corretamente as improvisações não estava apenas relacionada com a experiência musical de um ouvinte, mas também à sua capacidade de assumir a perspectiva de alguém.

A capacidade de discriminar o comportamento espontâneo do planejado (ensaiado) é importante para se inferir as intenções de outras pessoas em situações cotidianas, por exemplo, quando se julga se o comportamento de alguém é calculado, e destinado a enganar. A fim de examinar tais mecanismos básicos de habilidades sociais em ambientes controlados, Peter Keller, líder do grupo de pesquisa “Música Cognição e Ação”, no Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences, em Leipzig e seu associado de pesquisa Annerose Engel investigam constelações musical entre solos e duos até grandes grupos musicais. Em um estudo recente, eles investigaram a atividade do cérebro de músicos de jazz, enquanto estes músicos ouviam trechos curtos de melodias improvisadas ou versões ensaiadas das mesmas melodias. Os ouvintes julgaram se cada melodia ouvida foi improvisada.

“Improvisações musicais são mais variáveis em sua volume e tempo, provavelmente devido a irregularidades no controle de força associado a flutuações na certeza sobre as próximas ações – ou seja, quando se decide espontaneamente o que tocar – durante uma performance musical improvisada”, explica Peter Keller. A amígdala, parte do sistema límbico, ficava mais ativa ao ouvir improvisações reais e foi sensível às flutuações de volume e tempo nas melodias. Assim, a amígdala parece estar envolvida na detecção de comportamento espontâneo, o que é consistente com estudos que mostram um envolvimento desta estrutura quando os estímulos são difíceis de prever, novos ou ambíguos em seu significado.

Se a melodia foi julgado como sendo improvisada, independentemente se este foi de fato o caso, uma atividade mais forte foi encontrada em uma rede conhecida por estar envolvida na simulação de ações. Esta rede compreende o opérculo frontal, a área pré-suplementar e a ínsula anterior.

“Sabemos hoje que durante a percepção de ações, áreas cerebrais semelhantes estão ativas como durante a execução da mesma ação”, explica Annerose Engel. “Isto reforça a avaliação do comportamento de outras pessoas para formar as expectativas e prever o comportamento futuro.” Se uma melodia é percebida como sendo mais difícil de prever, por exemplo, devido às flutuações no volume e no tempo, atividades maiores são mais prováveis de serem suscitadas nesta rede especializada.

Mais uma observação que os pesquisadores fizeram pode estar relacionada a isso: não só a experiência musical, mas também a capacidade de levar em conta a perspectiva de outra pessoa desempenhou um papel importante no julgamento da espontaneidade. Os músicos de jazz que tinham mais conhecimentos musicais sobre tocar piano e tocar com outros músicos, bem como aqueles que mais frequentemente se descreveram como em tentativa de se colocar no lugar do outro foram os melhores em reconhecer se uma melodia foi improvisada ou não.

Fonte: http://www.sciencedaily.com

Artigo original:

Annerose Engel, Peter E. Keller. The perception of musical spontaneity in improvised and imitated jazz performances. Frontiers in Psychology, 2011; DOI: 10.3389/fpsyg.2011.00083

E para encerrar em ritmo de jazz, o standard “Afro Blue” composto por Mongo Santamaría, mais conhecido no arranjo de John Coltrane, dica do amigo e músico contrabaixista Daniel Ribeiro Campos, o “Pezim”. Valeu!

@larissaomfaria

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"Um simples cérebro, sendo bem mais longo do que o céu, pode acomodar confortavelmente o intelecto de um homem de bem e o resto do mundo, lado a lado." Emily Dickinson
"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos." Nelson Rodrigues
"Cada um pense o quiser e diga o que pensa" Espinosa
"O animal satisfeito dorme" Guimarães Rosa
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