1 ano de Até o Tálamo

Nós da equipe Até o Tálamo, deixamos o nosso muito obrigada a todos(as) pelas visitas!

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Novo método para “ligar” e “desligar” neurônios

Ligar e desligar? Como assim?

Para entender como isso funciona, vamos fazer uma breve retrospectiva de como os pesquisadores chegaram nessa brilhante ideia.

Tudo começou quando pesquisadores estudavam as algas verdes. Esses estudos queriam desvendar como elas, organismos unicelulares, conseguiam se mover para e contra a luz sem possuir olhos. Apenas alguns anos atrás, alguns cientistas descobriram que esses seres vivos possuem moléculas fotossensíveis, como aquelas encontradas na retina dos seres humanos. Apenas a título de curiosidade, essas moléculas foram chamadas de “channelrhodopsins”. Essas moléculas fotosensíveis não são somente sensíveis a luz, mas também atuam como canais iônios, permitindo a entrada e saída de íons dentro da célula, e gerando assim sinais elétricos nos neurônios. Neste caso, a luz vai fazer com que esse canal se abra e permita o influxo de íons suficiente para excitar as células nervosas, o que podemos assimilar aqui como “ligar” neurônios, ou seja, ativá-los.

Mais tarde, descobriram uma outra molécula capaz de fazer o efeito contrário. Essa molécula foi encontrada em bactérias que vivem em lagos desertos, salgados. Elas possuem uma canal iônico que é uma “bomba”, que quando ativada por uma feixe de luz faz com que o neurônio seja “inibido”, ou seja, ele pára a sua atividade de condução de impulsos nervosos.

Oras, já descobrimos o que as algas verdes e as bactérias tem a ver com os neurônios! Mas o leitor pode se perguntar: tudo bem, eles possuem esses mecanismos de ligar e desligar neurônios, mas eu não! E agora?

É simples, usando métodos de genética moderna, esses canais podem ser inseridos nos nossos neurônios de interesse, o que permite então que os cientistas liguem e desliguem os neurônios usando um feixe de luz (como na figura abaixo).  No esquema da esquerda, um feixe de luz é capaz de estimular o neurônio que contém as moléculas fotossensíveis, já no segundo esquema, a luz inibe a atividade do neurônio que contém tais moléculas. Esse feixe de luz é gerado por uma fibra óptica que é cuidadosamente inserida na cabeça dos animais, como ilustrado na primeira figura.

E o que isso tem a ver com a medicina? Tudo! Alguns estudos com animais já provaram que no futuro poderemos desenvolver terapias e provar a função de partes específicas do cérebro em mamíferos. Só para instigar a curiosidade, algumas pesquisas com ratos cegos conseguiram fazer com que esses animais respondessem à luz, quando as moléculas fotossensíveis foram posteriormente inseridas nos seus neurônios da retina.

Com esses estudos, os cientistas poderão estudar e controlar grupos esécíficos de neurônios, simplesmente com pulsos de luz, e poderão então, entender como esses neurônios agem dentro do nosso cérebro e como eles produzem comportamentos particulares. Isso vai possibilitar o mapemanto de circuitos neurais do cérebro com precisão, melhorar os diagnósticos de possíveis doenças neurológicas e oferecer também melhores tratamentos.

Como exemplo, essa técnica poderá ajudar os pesquisadores a entender como se desenvolve a doença de Parkinson (na qual existem partes do cérebro que ficam muito ativas e outras menos ativas), bem como propor tratamentos para ela.

Mais uma vantagem desse método, é muito menos invasivo do que algumas terapias propostas para melhorar os sintomas de algumas doenças neurológicas, como o DBS (deep brain stimulation) para o tratamento do Mal de Parkinson, no qual eletrodos são implantados dentro do cérebro do paciente.   Além disso, o método de estimulação com a luz, permite que populações de neurônios específicas sejam ativadas e desatividas, sendo portanto, um método mutio mais preciso.

Esse método de “controlar” o cérebro com luzes, pode ser chamado de optogenética. E para quem se interessou, aqui vai mais uma leitura complementar: http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=optogenetics-controlling.

Agradeço as meninas do blog pela oportunidade!

Grande abraço a todos!

Suzana Ulian Benitez

Créditos para: Kim Thompson, Viviana Gradinaru e Karl Deisseroth, da Universidade de Stanford.

Mais informações sobre optogenética: aqui e aqui

Pessoal, não deixem de conferir o blog da Suzana!

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Esculturas em cérebro

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Os perigos da obediência – Stanley Milgram

Um dos primeiros voluntários do experimento de Milgram

O experimento do psicólogo Stanley Milgram realizado em 1961, causou polêmica e trouxe um alerta: maldades não necessitam de demônios…o psicólogo afirmou:
“A obediência consiste em que a pessoa passa a se ver como instrumento para realizar os desejos de outra e, portanto, não mais se considera responsável por seus atos. Uma vez ocorrida essa mudança essencial de ponto de vista, seguem-se todas as consequências da obediência”.

Pessoas comuns em atos atrozes: experimento de Milgram faz 50 anos


Capinaremos

Leia mais sobre a experiência aqui:Os Perigos da Obediência

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Um parasita

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Brain Cell and the Universe

via  @9GAG

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Quebra-cabeça: Anatomia do cérebro

Jogue on line e monte o quebra-cabeça da anatomia do cérebro:clique aqui

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Ilustração

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Cabecear com frequência no futebol pode prejudicar cérebro, diz estudo

De BBC Brasil:

Médicos americanos alertaram em um novo estudo que cabeçadas frequentes em partidas de futebol podem causar lesões cerebrais em jogadores.

Os médicos analisaram exames dos cérebros de 32 jogadores amadores e, nos exames, foram revelados padrões de danos parecidos com os encontrados em pacientes que sofreram concussões.

 Os pesquisadores afirmam acreditar que existe um número seguro de cabeçadas – cerca de mil cabeçadas por ano ou menos. Neste nível, o cérebro não sofreria lesões, mas os médicos afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas a respeito.

Um jogador britânico da década de 1960, Jeff Astle, teria morrido em 2002, aos 59 anos, devido a problemas causados por muitas cabeçadas durante sua carreira.

Astle desenvolveu problemas cognitivos depois de anos jogando pela seleção da Inglaterra e pelo time inglês West Bromwich Albion.

A autópsia determinou que a morte do jogador foi resultado de uma doença degenerativa do cérebro causada por cabeçadas contra as pesadas bolas de futebol de couro usadas na época em que Astle jogava.

O médico que chefiou a pesquisa, Michael Lipton, do Centro Médico Montefiore, do hospital da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, afirma que as bolas usadas nos jogos atuais, apesar de serem bem mais leves do que as antigas, ainda podem causar danos.

Uma bola de futebol pode alcançar a velocidade de 54 quilômetros por  hora em jogos recreativos e até o dobro desta velocidade em jogos  profissionais.

Lesões leves

Lipton e sua equipe usaram um tipo de exame especial, conhecido como imagem por tensor de difusão, que visualiza nervos e tecidos cerebrais.

Os 32 voluntários que passaram pelo exame disseram aos médicos qual a frequência com que cabeceavam a bola durante treinos e jogos.

Com os exames, os médicos descobriram que os jogadores que eram “cabeceadores frequentes” tinham sinais óbvios de lesões traumáticas leves no cérebro.

Astle participou de 361 jogos pelo West Bromwich Albion

Cinco regiões do cérebro sofreram danos – áreas da frente do cérebro e na direção da parte de trás do crânio, onde ocorrem processos ligados à atenção, memória, funcionamento executivo e funções da visão.

Os pesquisadores avaliam que as lesões foram se acumulando com o tempo.

“Cabecear uma bola de futebol não tem um impacto que vai romper fibras nervosas no cérebro”, afirmou Lipton, ao apresentar sua pesquisa, na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte.

“Mas cabeçadas repetitivas podem desencadear uma série de respostas que podem levar à degeneração das células do cérebro.”

Número máximo

Os voluntários que tiveram seus cérebros examinados pela equipe de Lipton também fizeram testes para checar suas habilidades cognitivas como memória verbal e tempos de reação. Eles foram mal nestes testes.

Os danos ocorreram em jogadores que afirmaram cabecear a bola pelo menos mil vezes por ano.

Segundo os pesquisadores, apesar de parecer um número alto, mil cabeçadas por ano significam apenas algumas cabeçadas por dia para um jogador que pratica o esporte com frequência.

Os médicos americanos afirmaram que serão necessários mais estudos para determinar um número seguro de cabeçadas para os jogadores de futebol.

Mas, para Andrew Rutherford, da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Grã-Bretanha, a pesquisa apresentada pelos médicos americanos não é convincente. O britânico pesquisa os danos causados por cabeçadas há anos.

Para Rutherford, os médicos americanos estão analisando os dados errados porque a maioria das lesões na cabeça ocorridas no futebol se deve ao impacto entre as cabeças dos jogadores, e não ao impacto com a bola.

@giselecgs

Memória

Dia 29/11 a Folha de São Paulo publicou uma matéria ótima sobre memória com vários depoimentos de especialistas, confira aqui, aproveite e faça o teste:

Trechos

Esqueceu uma coisa importante? Normal. Qualquer pessoa saudável, em qualquer idade, pode ter lapsos.

“Brancos” acontecem por motivos comuns: nervosismo, estresse, insônia, cansaço, excesso de informações.

“A memória é uma função cognitiva dependente dos processos de atenção. Qualquer coisa que interfira na concentração pode prejudicá-la”, afirma Mônica Sanches Yassuda, neuropsicóloga e pesquisadora da USP.

O esquecimento não é ruim. Para a neurologia, é tão importante quanto a lembrança. “Para recordar seletivamente o que interessa você tem que inibir, bloquear ou esquecer certas coisas. É inútil lembrar-se de tudo”, diz o neurologista Benito Damasceno, da Unicamp.

Não tem uma fórmula para melhorar a memória. Mas sempre é bom reforçar que gravar um fato depende de concentração e interesse.

“Estar motivado aumenta o tônus cerebral, criando uma situação ótima para que informações sejam registradas”, diz Benito Damasceno.

@giselecgs

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"Um simples cérebro, sendo bem mais longo do que o céu, pode acomodar confortavelmente o intelecto de um homem de bem e o resto do mundo, lado a lado." Emily Dickinson
"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos." Nelson Rodrigues
"Cada um pense o quiser e diga o que pensa" Espinosa
"O animal satisfeito dorme" Guimarães Rosa
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