Fantasma arrependido por Bernardo Esteves – Revista Piauí

Sobre o patrocínio de artigos pela indústria farmacêutica…

“Um espectro assombra a literatura médica. Continuam vindo à tona episódios em que a indústria farmacêutica patrocina artigos que promovem seus produtos, assinados por pesquisadores aparentemente independentes. Para discutir a questão, a revista PLoS Medicine publicou em agosto uma série de artigos sobre o tema, incluindo um relato em primeira pessoa de uma ghostwriter arrependida que por 11 anos trabalhou para a indústria farmacêutica. A revista criou ainda um portal que reúne todo o material já publicado sobre o assunto em suas páginas.

Não vem de hoje o envolvimento dessa revista com o combate à autoria fantasma, como se convencionou chamar o fenômeno (do inglês ghostwriting).
Em 2009, a publicação ajudou a trazer à tona cerca de 1.500 documentos que comprometiam a gigante da indústria farmacêutica Wyeth. Os documentos mostravam que a companhia promovera a publicação de artigos que destacavam as qualidades de seus medicamentos para a reposição hormonal para mulheres, fazendo vista grossa para seus efeitos colaterais – que incluíam o risco de doenças cardiovasculares e câncer de mama. Os documentos, trazidos a público em parceria com o New York Times, revelam que a empresa pagou autores fantasmas envolvidos na publicação de 26 artigos publicados entre 1998 e 2005.

Naquela ocasião, a PLoS Medicine qualificou num editorial o episódio como “uma das mais convincentes exposições já vistas de manipulação e abuso sistemáticos da publicação acadêmica pela indústria farmacêutica e por seus parceiros comerciais”.

Dois anos depois, a revista revisitou o caso em três artigos e um editorial. Um texto assinado por Simon Stern e Trudo Lemmens defende que os autores que emprestam seu nome e credibilidade a artigos escritos na verdade por representantes da indústria farmacêutica sejam legalmente punidos, com sanções que não se restrinjam ao universo acadêmico. Um outro artigo, escrito por Alastair Matheson, destrincha as diretrizes do Comitê Internacional de Editores de Periódicos Médicos para a definição do que constitui a autoria de um trabalho científico e mostra como elas legitimam a prática da autoria fantasma em proveito dos interesses comerciais das grandes
companhias.

A peça mais interessante do pacote, no entanto, é um relato pessoal de uma bióloga que, por 11 anos, trabalhou como ghostwriter da indústria farmacêutica. Em texto escrito na primeira pessoa, Linda Logdberg, vinculada ao Centro de Ciências Fernbank, em Atlanta (EUA), conta que escreveu, para uma companhia cujo nome ela mantém em sigilo, artigos acadêmicos, mas também uma série de outros documentos – apresentações de slides, monografias, planos de publicação etc.

No início, Logdberg não fazia questionamentos éticos sobre seu trabalho – “por muitos anos considerei meu papel similar àquele de um técnico bem pago”, escreveu. Ao discutir suas motivações, a bióloga contou que começou a fazer esse trabalho por ter perdido o gosto pela carreira acadêmica. A flexibilidade de trabalhar em casa e a possibilidade de interagir com pesquisadores de alto nível também foram fatores importantes, mas talvez não o mais fundamental deles. “O pagamento era bom”, escreveu a bióloga. “Realmente bom, especialmente se comparado com o salário típico de uma professora assistente.”

Com o tempo, o trabalho começou a perder o charme e a bióloga passou a se ver às voltas com conflitos éticos consigo mesma – como no caso de um anticoncepcional que causava sangramento vaginal grave e imprevisível em algumas mulheres. “Meu trabalho era redigir o rascunho de uma monografia que delinearia os benefícios do produto, um dos quais, segundo o cliente, seria o fato de a mulher poder ao menos antecipar o sangramento, embora ele pudesse ser grave.”

A gota d’água veio na revisão de um artigo sobre uma droga contra o déficit de atenção com hiperatividade – um distúrbio que acomete dois dos filhos da bióloga. Na impossibilidade de discutir um ponto questionável do artigo que estava revisando, ela decidiu abandonar a carreira de ghostwriter e decidiu entrar em contato com o New York Times para denunciar o caso. Ela conta ter sido ameaçada de retaliação legal por violação de uma cláusula de confidencialidade.

A iniciativa de Logdberg é louvável, mas localizada. Em editorial sobre o tema publicado em agosto, a PLoS Medicine admite que há novas perspectivas sobre o problema, mas poucas soluções em vista. Um primeiro passo, como sugere o texto, talvez seja encarar o problema de frente: “Todos envolvidos na indústria da publicação médica, incluindo periódicos, instituições e as agências reguladoras de pesquisa precisam tomar ações específicas para erradicar as práticas corruptas de autoria aparentemente endêmicas que ainda existem na literatura médica – eles podem começar admitindo a extensão do problema.”

Revista Piauí

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Pedagogia da dor

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A Noite Estrelada

“A Noite Estrelada”, de 1889, é uma das pinturas
mais conhecidas de Vincent Van Gogh. Foi criada
enquanto o artista esteve em um asilo
em Saint-Rémy-de-Provence. O pintor
apresentava perturbações epilépticas e
chegou a ser diagnosticado como
portador de esquizofrenia.

Fontes: Revista Psique  e Moma

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Como o álcool influencia seu comportamento?

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Como o álcool influencia o seu comportamento?.

Aproveite também para ler os textos dos links abaixo :

O álcool no cérebro

Como o álcool destrói o cérebro

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Gatos

Do Esperando virar a touca
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Faculdade de psicologia

Do Mentirinhas

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Perguntas que surgem do nada

Do Will Tirando

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Bocejo serve para que?

Para que serve o bocejo?

Apesar de serem considerados um sinal de tédio ou de cansaço, os bocejos parecem não apenas ter uma utilidade, como poderão ajudar a diagnosticar doenças.

Cientistas descobriram que a frequência dos bocejos varia com a estação do ano.Segundo eles, as pessoas são menos propensas a bocejar quando o calor externo
excede a temperatura do corpo.

Sua conclusão é que esta disparidade sazonal indica que o bocejo pode servir para regular a temperatura do cérebro.

Andrew Gallup e Omar Eldakar, da Universidade de Princeton (EUA), publicaram
seus resultados no jornal científico Frontiers in Evolutionary Neuroscience.

Regulando a temperatura do cérebro

Gallup e Eldakar documentaram a frequência dos bocejos de 160 pessoas no inverno e no verão.

Eles verificaram que os participantes bocejam mais no inverno do que no verão, quando a temperatura ambiente é igual ou superior à temperatura do corpo.

Segundo sua teoria da termorregulação do bocejo, o cérebro superaquecido esfria trocando calor com o ar aspirado durante o bocejo.

“De acordo com a hipótese do resfriamento cerebral, é a temperatura do ar ambiente que dá ao bocejo a sua utilidade. Assim, o bocejo deve ser contraproducente – e, portanto, suprimido – em uma temperatura ambiente igual ou superior à temperatura do corpo porque uma inspiração profunda não iria promover o resfriamento.

“Em outras palavras, deve haver uma ‘janela térmica’, ou um intervalo relativamente estreito de temperaturas-ambiente nas quais se pode esperar taxas mais altas de bocejo,” diz Gallup.

Aplicações práticas da teoria do bocejo

“As aplicações desta pesquisa são interessantes, não só em termos de conhecimento fisiológico básico, mas também para uma melhor compreensão de doenças e condições como a esclerose múltipla e a epilepsia, que são acompanhadas por bocejos frequentes e disfunção da termorregulação.

“Estes resultados dão suporte à visão de que o bocejo excessivo pode ser usado como uma ferramenta de diagnóstico para identificar casos de termorregulação deficiente,” conclui o pesquisador.

viaBocejo serve para refrigerar o cérebro

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Cientistas convertem imagens do cérebro em vídeo

Cientistas da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveram um sistema que permite converter em vídeo a atividade visual dos cérebros humanos.

“Este é um grande salto em direção à reconstrução das imagens internas”, disse, citado pelo Daily Mail, Jack Gallant, neurocientista da UC Berkeley e coautor da pesquisa.

Neste estudo, os académicos expuseram três pessoas (da própria equipa) a um conjunto de trailers de Hollywood à medida que um aparelho de ressonância magnética (fMRI) gravava o fluxo sanguíneo que passava no córtex visual dos seus cérebros.

Depois, através de um computador, essa informação foi convertida em padrões visuais que permitiam ler e visualizar a atividade cerebral dos indivíduos.

Com esta descoberta, o objetivo é usar este processo para conseguir transformar em vídeo aquilo que se passa dentro do nosso cérebro e que mais ninguém vê, tal como sonhos ou pensamentos.

Numa fase posterior, espera-se também que este tipo de tecnologia seja capaz de interpretar a mente daqueles que não conseguem comunicar, tal como vítimas de doenças cerebrais ou pacientes em coma.

Notícia publicada aqui, o artigo pode ser encontrado aqui e este é o site da pesquisa.

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O Centauro no Jardim

Vale a pena ler esse livro, do saudoso médico e escritor Moacyr Scliar, saiba um pouco mais em: CENTAURO NO JARDIM

Observação:esse “resumo” da obra deixa de lado alguns aspectos do livro que são os mais importantes, como o conflito entre o que somos e o que mostramos a sociedade e mais algumas coisinhas …

Leiam!

A imagem é daqui

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"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos." Nelson Rodrigues
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