Neurociência do Beijo

O beijo ativa todos os nossos sentidos – como o olfato, o paladar e o tato. E as terminações nervosas existentes nos lábios fazem da experiência algo extremamente agradável.
Quando o beijo “combina”, nossas bochechas ficam avermelhadas, nossa pulsação acelera, a respiração fica irregular e as pupilas dilatam – o que pode explicar por que fechamos os olhos. Beijar libera ainda o “hormônio do amor”, a ocitocina, que trabalha para manter a conexão entre duas pessoas. Portanto, beijar pode ajudar a manter o amor em relacionamentos longos. Também é associado ao beijo o aumento de dopamina, neurotransmissor responsável pelo desejo e associado à recompensa. Ela estimula os mesmos centros de prazer no cérebro que as drogas, nos fazendo querer mais e mais, como um vício.
Enquanto isso, a serotonina causa pensamentos obsessivos sobre o parceiro. Esse é o mesmo neurotransmissor envolvido em pessoas com TOC. Isso é apenas o começo. É interessante observar como esses hormônios e neurotransmissores são responsáveis por vários dos sintomas que nós associamos à paixão.
De acordo com John Bohannon, psicólogo da Universidade de Butler, o primeiro beijo pode deixar uma memória muito viva. Ele descobriu que a maioria das pessoas consegue se lembrar detalhadamente da experiência. Isso pode ter alguma relação com os altos níveis de excitação dos nossos sentidos para reunir informações importantes sobre a atividade e a outra pessoa. É um momento muito poderoso e nos ajuda a decidir o que fazer em seguida.

(Texto modificado a partir da entrevista da cientista e jornalista Sheril Kirshenbaum, autora do livro “The Science of Kissing”)

Portanto, aproveitem o Dia do Beijo! 😉

@CartaLu

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